Um pouco de História da Misericórdia de Resende

1928 - Já foi neste século, mais concretamente, em 1928 que o Administrador do concelho de Resende, Dr. Rebelo Moniz, dizia que era urgente e necessário prestar assistência aos deserdados e pobres, sobretudo, assistência clinica e, assim, chegou a vez de Resende ter, também, a sua Misericórdia e o seu Hospital.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1930 - Em união de esforços, os homens de Resende, com objectivo de bem-fazer, juntaram-se e constituíram uma Direção com as pessoas disponíveis e de boa vontade do concelho, redigiram “0 Compromisso” da Irmandade. 0 documento foi enviado ao Senhor Governador Civil de Viseu, Coronel Numa Pumpílio da Silva que o aprovou em 1930 e, assim, surgiu a irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Resende, também conhecida, por Santa Casa da Misericórdia de Resende. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Mesa Administrativa indigitada começou a pensar, de imediato, na construção do seu Hospital, onde pudessem encontrar carinho, higiene e tratamento os doentes pobres do concelho. Para o efeito, organizaram-se nas diversas zonas do concelho, "Comissões Angariadoras de Donativos", sob a direção das seguintes senhoras, todas da alta sociedade do tempo: Dona Maria Luísa da Silva Rebelo Moniz, de Anreade; Dona Maria Balbina de Magalhães Valente, da Vila de Resende; Dona Maria da Glória Teixeira de Magalhães, da casa de Vila Pouca, em Resende; Dona Sara Loureiro Pinto Leite, da vila de Resende; Dona Aurora Basto Fernandes, de São Martinho de Mouros, Dona Maria da Graça Crispiniano Vieira, de Barrô e os ilustres médicos municipais,  Dr. Manuel Joaquim Esteves, Dr. Alberto Machado de Almeida, Dr. Francisco Gomes Areosa e Alfredo Valente, tesoureiro da mesa administrativa.

O terreno onde se havia de construir o edifício do Hospital não existia, mas apareceu, de imediato, o senhor Luis Correia Pinto, da Freguesia de Resende, que ofereceu a sua "Quinta do Picotinho", hoje conhecida por "Quinta do Hospital", doando-a generosamente à Santa Casa da Misericórdia de Resende já constituida.

A escritura de doação foi lavrada e assinada, no Cartório Notarial do Bacharel Amadeu Aarão Pinto dos Santos, no Largo da República da Vila de Resende, no dia 25 de março de 1935. 

 

Dr. Rebelo Moniz  - 1º Provedor da Misericórdia

Coronel Numa Pumpílio da Silva - Governador Civil, Distrito de Viseu, que aprovou o 1º Compromisso

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1934 - A primeira pedra da obra do Hospital foi benzida, por Sua Excelência Reverendíssima, o Senhor Bispo de Lamego, D. Agostinho de Jesus e Sousa, em 08 de outubro de 1934 e a obra foi inaugurada, solenemente, em 16 julho de 1939, dia da Padroeira, Nossa Senhora do Carmo, acto a que presidiu o Senhor Bispo e na qual foi orador o Senhor Cónego Correia Pinto de Freigil e veio de propósito de Lisboa o Santo Padre Cruz benzer o edifício do Hospital.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1935 - A escritura de doação do benemérito sr. Luis Correia Pinto foi lavrada e assinada no Cartório Notarial do Bacharel Amadeu Aarão Pinto dos Santos, no Largo da República da Vila de Resende, no dia 25 de março de 1935. O Retrato deste grande benemérito está agora exposto, em lugar honroso, no rés-do-chão do edifício remodelado do Hospital da Misericórdia. A Santa Casa, o Município e a população de Resende nunca conseguirão agradecer condignamente este magnãnimo gesto de caridade e altruismo, num tempo em que a propriedade agricola valia muito, porque era a grande fonte de subsistência da região.

O projeto de edifício foi entregue ao senhor Engenheiro Júlio José de Brito, da cidade do Porto, que o elaborou gratuitamente. O retrato deste benemériot encontra-se,também,  exposto em lugar honroso, no edificio remodelado do Hospital da Misericórdia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O sonho e o projeto conseguiram galvanizar toda a população do concelho. Toda a gente abriu as suas bolsas, e foi enorme a generosidade de todos. Os nomes e os respetivos donativos em moeda, em madeiras, em mobiliário, em roupa, em trabalho vêm registados num opúsculo publicado na altura da inauguração do hospital. Houve, também, pessoas mais pobres que não podendo ajudar com ofertas de roupas e dinheiro, prestaram gratuitamente o auxílio valioso do trabalho das suas profissões. De destacar, por dar mais nas vistas, Dona Maria José Borges Teixeira Pinto de Vasconcelos, da ilustre Casa de Vila Pouca , com a quantia de vinte e dois mil e quinhentos escudos, o Pe. José Soares da Silva, do lugar de Fonseca da Freguesia de S. João de Fontoura, com a quantia de vinte mil escudos; António José Loureiro de Almeida de Castro Daire com a quantia de vinte mil escudos, e Dona Nunata de Almeida Dias, de Anreade, com cinco mil escudos. 

 

O custo do edifício do Hospital foi de duzentos e sessenta e um mil e oitocentos e noventa escudos. Os donativos recebidos no concelho foram de 111.746$20. O estado contibuiu com 82.000$00, a Câmara Municipal de Resende com 30.000$00 e a Junta de Província do Douro Litoral deu 23.000$00, com o encargo de o Hospital receber e tratar os doentes dos concelhos de Cinfães e Baião, e essa a razão de ser do Hospital se chamar " Regional".

 

1939 - Decorridos cinco anos , mais propriamente, em 16 de Julho de 1939, dia do 68º Aniversário do Dr. Rebelo Moniz, e Festa Litúrgica de Nossa Senhora do Carmo, numa celebração solenissima, foi inaugurado o Hospital Regional da Misericórdia de Resende. Presidiu o senhor Bispo de Lamego, Dom Agostinho de Jesus e Sousa e o orador convidado foi o Dr. Francisco Correia Pinto, nascido em Caldas de Aregos e criado em Freigil, lente da Universidade de Coimbra, um dos maiores oradores do seu tempo, ilustríssimo resendense e cónego da Sé do Porto. As fotografias destas ilustres personalidades encontram-se expostas em lugar de honra no rés-do-chão do edíficio do Hospital da Misericórdia. Quem cantou a missa foi o "Orfeão de Barrô", criado recentemente pelo pároco da freguesia, Pe. José Correia de Noronha. Benzeu o edifício o bondoso Pe. Cruz transportado por automóvel da barca de Aregos para Resende e vindo propositadamente de Lisboa. 

 

No Hospital, além da secretaria, da cozinha e seus anexos, de uma farmácia interna, de um consultório, de um banco de urgência, de uma sala de operações, havia uma enfermaria para homens e outra para senhoras, cada uma com treze camas, uma maternidade com três camas, vários quartos particulares e uma capela privativa dedicada a Nossa Senhora do Carmo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na inauguração do Hospital, já estavam presentes as Irmas Franciscanas Hospitaleiras Portuguesas, que, por influencia do Bispo da Diocese, Dom Agostinho, ficaram a dirigir o hospital logo no seu inicio e, mais tarde, também o Patronato. As Irmãs eram chefiadas pela superiora Irma Francisca do Rosário, que se manteve à frente da comunidade até 1974, data em que as Irmãs saíram definitivamente de Resende. As Irmãs eram tudo naqueles tempos: enfermeiras, professoras e parteiras tanto no Hospital como no Patronato.

 

 

 

 

 

 

 

 

Na altura da inauguração do Hospital, os irmãos da Misericórdia já eram 81. 

Na frontaria do edifício ficaram inseridos dois paineis em azulejo que ainda se mantêm em nossos dias: 1 representa a Rainha Dona Leonor, Fundadora das Misericórdias e outro a imagem da Nossa Senhora do Carmo, padroeira da Misericórdia de Resende. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1940 - É testemunho de muita gratidão do povo de Resende para com o Dr. Rebelo Moniz, como grande impulsionador da Misericórdia e do Hospital, o busto que se encontra no jardim em frente ao edifício. No dia da inauguração do Hospital, uma grande, lustrosa e honrada comissão formada por uma centena de personalidades, das mais ilustres do Concelho, sentindo uma profunda gratidão por tudo o que o Dr. Rebelo Moniz vinha fazendo na Câmara, promoveu-lhe uma luzida e justíssima homenagem, concretizada na colocação de um busto, em sua honra, no jardim situado em frente do hospital construído e que hoje se preserva em muito bom estado de conservação, mesmo após a remodelação e reaproveitamento do edifício do Hospital em 1996/1997.

Cónego Correia Pinto - natural de Caldas de Aregos, que proferiu o discurso de inauguração do Hospital

D. Agostinho de Jesus e Sousa - Bispo da Diocese de Lamego que presidiu à inauguração do edifício do Hospital

Edifício do Hospital Regional de Resende

Fachada Principal

Edifício do Hospital Regional de Resende - Pormenor Lateral

 

Luiz Correia Pinto - Benemérito que doou a Quinta do Hospital 

Engenheiro Júlio José de Brito - Benemérito que elaborou gratuitamente o Projeto do Hospital 

Espaço da Cozinha

Espaço da Urgência

Espaço da Enfermaria

Espaço da Maternidade

Painel em Azulejo de Nossa Senhora do Carmo - Padroeira da Misericórdia

Painel em Azulejo da Rainha Dona Leonor - Fundadora da 1ª Misericórdia, em Lisboa

Irmã Francisca do Rosário - Superiora da Comunidade e que se manteve até 1974

Outra Religiosa cujo nome se desconhece 

 

 

 

 

 

 

 

1950 - Entretanto, a Senhora Dona Maria Rosa Soares da Silva e seu irmão Padre José Soares da Silva doaram à Misericórdia a sua Quinta do Mosteiro em Cárquere para a fundação e sustentação do Patronato, hoje Lar de Infância e Juventude com o nome da Fundadora, cuja fotografia ainda preservamos no edifício da Lar de Infância e Juventude, internato de crianças e jovens oriundas das mais diversas situações de precariedade social e moral. A escritura de doação foi redigida no Cartónio Notarial de Lamego, pelo notário Artur de Jesus Tomé em 10 de julho de 1940. A inauguração do Patronato aconteceu um ano depois da do Hospital, em 29 de setembro de 1940, dia das Festas do Concelho de Resende. O edifício projetado para albergar quinze meninas orfãs ou abandonadas, tantas quantas as freguesias do concelho, abriu logo de inicio as suas portas a dez internas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

É de referir, a construção de um "Pavilhão de Infetocontagiosos", onde se situou o antigo centro de saúde, por iniciativa do Dr. Jaime de Magalhães com o subsídio voltuoso dos irmãos Monteiros " Damião, António e Manuel Lindolfo" naturais do lugar de Nogueira da Freguesia de S. Cipriano, abastados colonos em Moçambique, grandes benfeitores da sua Freguesia e da construção das primeiras casas do "Bairro de Habitação Económica José Pereira Dias" na parte norte da Quinta do Hospital, entretanto atravessada pela estrada nacional nº222 que, em 1930, saiu da Vila de Resende a caminho de Caldas de Aregos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1960 - Mais benfeitores apareceram, para ajudar não só o Patronato, mas também, o Hospital. A sustentação destas duas casas era muito cara e exigia grandes despesas que a Santa Casa não tinha, por isso, diversas vezes, nas décadas de 40, 50 e 60 se realizaram “Os cortejos para o Hospital’’.

 

1970 - Com o decorrer do tempo, o edifício do hospital precisava de obras que foram entregues ao cuidado do empreiteiro Luis de Magalhães.

 

 

1971 - Um aparelho de Raio X que existia no Hospital e se encontrava obsoleto, por falta de uso e aproveitamento, foi substituido, sendo Provedor Adérito Aníbal Matos do Couto, por um novo aparelho que custou 74.972$00, com um subsídio da comissão de reapetrechamento hospitalar, no valor de 20.000$00. Em julho do mesmo ano, reconhecendo a inutilidade do Pavilhão de Infectocontagiosos, "com o advento dos antibióticos", a Mesa Administrativa decidiu ceder o dito Pavilhão ao Instituto de Assistencia Nacional aos Tuberculosos, a título precário e gratuito. É de referir os médicos que prestaram serviço no Hospital e foram mais conhecidos entre nós: Dr. Eurico Esteves das Caldas de Aregos, que prestou serviço até 1966, ano do seu falecimento, Dr. Fernando Sampaio do lugar do Engenho, Dr. Francisco Areosa e o Dr. Almeida Ribeiro, ambos de S.Martinho de Mouros e ainda por pouco tempo Dr. Henrique Fernando Castelo dos Santos e Dr. Amílton Coutinho. Como Diretores clínicos estiveram o Dr. Euríco Esteves, Dr. Jaime de Magalhães e o Dr. Almeida Ribeiro. Este último, permaneceu no cargo desde 1968, até 1975, data em que o Hospital foi nacionalizado , continuando depois, na função, por opção da Comissão Instaladora nomeada pelo Estado. É de salientar o Dr. Jaime de Magalhães que foi grande benemérito da Misericórdia e do Concelho. Nunca cobrou qualquer honorário relaçionado com as intervenções cirurgicas que realizava no Hospital ou com as consultas que ali fazia. Aos pobres nada cobrava, e aos que tinham mais posses pedia-lhes que dessem uma oferta para a Misericórdia.

 

O Capelão do Hospital de 1943 a 1999 foi o Rev. Padre Adelino Teixeira, de Felgueiras. A partir de 1999, a seu pedido, foi substituído pelos párocos de Resende, até à presente data, Rev . Padre António Martins Teixeira e Rev. Padre José Agusto Marques. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1972 -  No mês de agosto de 1972, a Mesa Administrativa decidiu proceder à " Urbanização da Cerca do Hospital Regional, obra adjudicada em sete de Maio de 1973 a Luis Magalhães Júnior.

 

1973 - Em fevereiro de 1973, por proposta do senhor Dr. Jaime de Magalhães que oferecia todos os seu serviços gratuitamente à Misericórdia, criou-se no Hospital um "Serviço de Otorrinolaringologia".

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nesse mesmo ano, no mês de agosto, deu-se inicio à ampliação e adaptação do antigo Pavilhão de Infetocontagiosos para funcionar um centro de saúde. A obra foi adjudicada ao empreiteiro António Serdoura, pelo preço de 388.389$50, teve um subsidio da direção geral de saúde, no valor de 114.194$70. Em dezembro do mesmo ano, a Mesa Administrativa adjudicou ao mesmo empreteiro a aconstrução de uma Lavandaria e uma Casa Mortuária pelo preço de 549.000$00.  

 

1975 -  Após o 25 de abril de 1974, a Santa Casa ficou sem o seu Hospital, pois o mesmo foi nacionalizado, ao abrigo do decreto lei nº 618/75 de 11 de novembro,  do governo de Vasco Gonçalves, por isso, a Mesa da Irmandade continuou com o Patronato.

 

1976- O Hospital da Misericórdia de Resende foi tomado pelo Ministério da Saúde em 16 de Julho de 1976. Este ato insólito e inqualificável, só compreensível numa época revolucionária e foi o maior e o mais rude golpe que a Misericórdia de Resende sofreu em toda a sua História.

 

1978 - Depois de tempos conturbados, em 11 de agosto de 1978 foram eleitos novos corpos gerentes, tendo ficado como Provedor o Pe. António Martins Teixeira e Vice- Provedor Fernando Loureiro Emídio e foi neste mandato que se decidiu instituir na Santa Casa um "infantário" para crianças dos dois aos seis anos e um lar e centro de dia para pessoas da terceira idade.  A elaboração do projeto foi entregue ao arquiteto Carlos Garcia do Porto. 

 

Em 13 de setembro do mesmo ano, existiu o primeiro contacto pessoal da Mesa Administrativa com o Pe. Virgílio Lopes, fundador da União das Misericórdias Portuguesas na cidade de Viseu, tornando-se nesse ano a Misericórdia de Resende "membro associado da União das Misericórdias", com o nº 301 e feitos a 01 de Janeiro  de 1978.

 

1980 - Em 19 de agosto de 1980, foi eleita uma nova Mesa Administrativa tendo como provedor o Dr. José Pinto Carneiro, e como Vice - Provedor o Pe. António Martins Teixeira, em que pela primeira vez surge o nome do Dr. José Dias Gabriel, como secretário da Mesa. Em 20 de dezembro do mesmo ano, o Estado Português com alguma " dor de consciência" e alguma vontade de restituição, assinou com a Mesa Administrativa do tempo, um contrato de arrendamento e indeminização relativo à ocupação indevida do Hospital da Misericórdia, passando a pagar, a partir de então, uma renda mensal pela ocupação do imóvel. 

 

Em setembro de 1980, começou a funcionar o Jardim de Infância numa sala improvisada com umas mesinhas improvisadas também, e, para pagar aos trabalhadores o único recurso era o corte de alguns pinheiros na mata da quinta do Hospital. Cada vez que o dinheiro faltava, lá ia o Provedor e o Tesoureiro à mata marcar mais um pinheiro para ser abatido. 

 

No dia 17 de setembro do mesmo ano, há referência à necessidade de atualizar e reformoluar o texto e os estatutos da Misericórdia que haviam sofrido uma anterior adaptação no início de 1968 e a conveniência de lhe dar o nome de "Compromisso",  documento que foi aprovado em Assembleia Geral de Irmãos em 15 de Novembro de 1980.

 

1981 -  Em agosto de 1981, foi o "Compromisso" enviado ao bispo da Diocese de Lamego para que a Irmandade tivesse ereção canónica com todos os efeitos civis e religiosos que o ato supõe e implica. Em 19 de setembro do mesmo ano, foram eleitos novos corpos gerentes, tendo ficado como provedor o Dr. Albino Brito de Matos e Vice - Provedor o Dr. José Dias Gabriel, mandato renovado em eleições de 29 de dezembro de 1984, 26 de dezembro de 1987 e 29 de dezembro de 1990. Nos mandatos desta Mesa Administrativa foi construído o Lar de Idosos e Centro de Dia, num custo total de 41.495.204$00 e foi adquirido o material para o Lar de Idosos no valor de 2.289.945$00. Para toda esta despesa, foram bem vindas as comparticipações monetárias do Centro Regional da Segurança Social de Viseu, da Câmara Municipal de Resende e a mão de obra do Centro de Emprego de Lamego, e a liquidação da renda paga pelo Ministério da Saúde pela ocupação do Hospital no valor de 2.636.000$00.  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1983 - O "Compromisso" acabou por ser registado no Centro Distrital da Segurança Social de Viseu, em 20 de dezembro de 1982, adquirindo a Irmandade estatuto de " Instituição Particular de Solidariedade Social", em 25 de julho de 1983, e mantendo as regalias e isenções que a lei já anteriormente lhe concedia na qualidade de "Pessoa Colectiva de Utilidade Pública". Em 06 de abril do mesmo ano, uma circular da União das Misericórdias Portuguesas previa a devolução dos Hospitais às Misericórdias. Em resposta, a Mesa Administrativa enviou ofício a dizer que as instalações do Hospital se encontravam em tal estado de degradação que não era possivel funcionar qualquer serviço com o minimo de dignidade.

 

1988 - Entrou em funcionamento, em 27 de setembro de 1988 o Lar de Idosos da Santa Casa da Misericórdia de Resende. Foi nessa altura, que se fez sentir a falta das irmãs religiososas para dirigirem a instituição. As tentativas feitas foram em vão. Com a degradação do edifício do Hospital, houve necessidade de a Mesa Administrativa autorizar o Ministério da Saúde a construir um Centro de Saúde em 1988, na sua quinta do Hospital, com a condição de o mesmo imóvel ficar a pertencer à Santa Casa e o edifício degradado do Hospital da Santa Casa ser reconstruído.

 

1990 - No dia 06 de outubro de 1990, o sr. primeiro Ministro Prof. Aníbal Cavaco Sílva deslocou-se a Resende e procedeu à inauguração do edifício do Lar de Idosos. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1994 - Assumiu a Provedoria da Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia de Resende, o Dr. José Dias Gabriel e como Vice- Provedor Manuel Ribeiro Pinto em dois mandatos seguidos, sendo no terceiro renovado por mais cinco mandatos o que perfaz sete, mas nos últimos cinco mandatos, sendo Vice - Provedor Horácio da Silva Amaral Semblano e Presidente da Assembleia Geral o Rev. Padre Dr. Joaquim Correia Duarte e Presidente do Conselho Fiscal, Ademar da Silva Ferreira.  Em 25 de julho de 1994, na sequência de uma reunião havida em Fátima, entre o Provedor e a Madre Superiora da Comunidade das Filhas de Santa Maria de Leuca, apareceu uma luz ao fundo do túnel para que a Santa Casa da Misericórdia de Resende tivesse uma comunidade de Religiosas para dirigir a Instituição. Assim, em 26 de março de 1995, vieram de Roma a Resende, a Madre Generalíssima e o Bispo Capelão da referida Congregação para verem as instalações que estavam destinadas às irmãs, a missão que a Misericórdia lhes iria confiar, e as condições de estadia e trabalho. Em 27 de outubro desse mesmo ano, chegou a notícia de que no ano seguinte, viria uma equipa de 3 irmãs religiosas para a Santa Casa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1995 - O mês de maio de 1995 foi tempo suficiente para aquisição por ajuste direto de todo o mobiliário necessário para apetrechar o espaço multiuso da capela de S. Jose (imagens de S.José, de Nossa Senhora do Carmo e um crucifixo de média dimensão tudo em madeira e um sacrário metálico, cadeirão da presidência e cadeiras de acólitos) e 70 cadeiras para mobilar o salão nobre. É de referir que este espaço pode ser utilizado só para Capela ou Salão Nobre, por isso tem uma divisória de fole em madeira a dois terços do espaço total.

  

Em 21 de maio de 1995, no dia da benção da Nova Capela de S. José, no Lar de Idosos, com a presença do vigário geral da Diocese, já estiveram presentes as referidas religiosas. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Assim, em 1995 a Mesa Administrativa, sob a Presidência do Dr. José Dias Gabriel, procedeu à retoma do Hospital, já em estado muito degradado. Com o projecto aprovado e elaborado pelo engenheiro técnico civil Mário Gonçalves Cardoso do Such de Coimbra e após a assinatura do Contrato-Programa, em 12 de setembro de 1995, a obra da remodelação e reaproveitamento do edifício do Hospital foi posta a concurso público e adjudicada à firma Imobiliária Resendense, de José Fernando Pinto, com sede em Mosteirô, freguesia de Anreade, do concelho de Resende.

 

1996 - A obra da requalificação do Hospital  foi adjudicada à firma "Imobiliária Resendense" em reunião da Mesa Administrativa, de 06 de março de 1996 pelo preço global 124.268.706$00. Da ata de adjudicação, consta os serviços que se pretendiam prestar à população nas instalações do edifício a reconstruir: 14 camas de internamento prolongado - Lar de Grandes Dependentes Acamados; 14 Camas de Internamento de Agudos e vários serviços de Apoio à Saúde nomeadamente Análises Clínicas, uma sala para Fisioterapia, outra para Radiologia e vários consultórios médicos para consultas de especialidade. Esta pressa na elaboração do projeto, no concurso público e sua adjudicação da obra, sem perda de tempo algum, foi a salvação desta obra tão grande que trouxe enormes benefícios na saúde e na assistência à população Resendense e dos arredores, porque, entretanto, existiram mudanças de política e de Governo e uns dias de descuido tudo ficaria sem efeito.

Felizmente nada de mal aconteceu.

 

1997 - A obra foi concluída em 1996/97. Nesse mesmo ano, mais concretamente em 13 de janeiro de 1997, a Mesa Administrativa resolveu apresentar uma candidatura ao Fundo Social Europeu (II Quadro Comunitário de Apoio) para a aquisição do equipamento para apetrechamento dos espaços criados: Quartos, Fisioterapia, Análises Clínicas, Consultórios, Ambulância, Copas, Cozinha do Lar de ldosos, Serviço da Secretaria. A candidatura foi aprovada mediante o parecer técnico favorável do Centro Distrital da Segurança Social de Viseu e da Sub - Região de Saúde de Viseu. Assim, ficou concluída a obra e adquirido o seu equipamento. Por falta de recursos financeiros, a abertura e o inicio de funcionamento das valências do Hospital não ocorreu na mesma data.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1998 - Concluída a obra do Hospital, iniciou-se a remodelação da Capela de Nossa Senhora do Carmo, por iniciativa da Mesa Administrativa e do Capelão Rev. Pe. Adelino Teixeira, fazendo -se um grande peditório em todas as igrejas e capelas do concelho, cafés e mercados da vila e das freguesias  do concelho e à população em geral, angariando-se uma verba aproximada de 700.000$00.  A obra foi imediatamente concluída e sob a orientação do empreiteiro José Fernando Pinto, de Anreade. Em 15 de junho de 1998, abriu nas instalações o Lar de Grandes Dependentes Acamados no 3º Piso com 14 utentes. Em outubro desse mesmo ano, iniciou-se o Serviço de Análises Clínicas. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1999 - Tornava-se imperioso a requalificação da zona envolvente do edifício do Hospital, do Patronato e da Capela. Logo surgiu o senhor Engenheiro Luis Sequeira, do Gabinete Resendense, que elaborou o projeto de requalificação, gratuitamente, sendo a obra feita por ajuste direto, pelo já referido empreiteiro, aproveitando algum dinheiro que sobrou dos peditórios realizados em todo o concelho para o arranjo e requalificação da capela de Nossa Senhora do Carmo.

Entretanto, em 28 de abril do mesmo ano começaram as primeiras consultas de especialidade: Pediatria, Urologia, Ginecologia, Ortopedia e Fisiatria. 

 

Nesse mesmo ano, por acordo com o Ministério da Saúde, o Centro Distrital de Viseu  e o Centro de Saúde local foi criada uma unidade de Apoio Integrado (UAI), com 14 camas disponiveis no 2º Piso do edifício. Estava assim iniciado um tempo áureo de desenvolvimento da Instituição com respostas sociais e da saúde em favor das populações do concelho de Resende e dos concelhos limítrofes. Com este início de desenvolvimento material criaram-se condições para a criação de 25 postos de trabalho. Foi neste mesmo ano, que a Mesa Administrativa com constante preocupação da prestação de serviços de qualidade em todas as valências da Misericórdia, se iniciaram os cursos de Formação de Recursos Humanos, criando-se na Misericórdia uma delegação da Ceforcórdia (Centro de Formação da União das Misericórdias), com cursos subsidiados pelo Fundo Social Europeu. Foi também preocupação da Mesa Administrativa dotar a  Misericórdia de um bom Quadro Técnico. Assim, em março de 1999, foi admitida uma técnica Superior de Serviço Social e em setembro do mesmo ano uma Fisioterapeuta, estes recursos humanos em regime permanente e foram admitidos em regime de avença, nesse mesmo ano, apartir de maio um Advogado para apoio jurídico e no ano seguinte um médico e duas enfermeiras, e em maio, uma psicóloga e uma nutricionista .

 

2001 - Continuou-se a disponibilizar no Hospital tudo o que fosse possível para apoiar a saúde das populações. Neste ano, apetrechou-se o consultório de Oftalmologia com equipamento sofisticado e montou-se um pequeno Bloco de Cirurgia que trouxe a Resende muitas pessoas de vários distritos do Norte do País para se submeterem a intervenções cirúrgicas no âmbito da Cirúrgia Ambulatória da Catarata. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nesse mesmo ano, a Câmara Municipal de Resende atribuiu à Santa Casa da Misericórdia a medalha Municipal de Mérito, reunião ordinária da Câmara de 04 de abril de 2000, e reunião de Assembleia Municipal de 20 de abril de 2000  e entregue em 25 de abril de 2001.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Entretanto, foi feita uma candidatura ao programa "Ser Criança", para isso, aproveitou-se o rés do chão do edifício do Patronato para se requalificar este espaço e instalar 4 Ateliês de Formação Profissional na área do Artesanato: Cavacas de Resende, Cestaria, Chapelaria e Pintura no barro e no vidro.  Este espaço era térrio e nele estava instalado um armazém e um lagar.

 

2002 - Com a procura de acolhimento por parte de muitas crianças e jovens sem apoio familiar, vindas de muitos lugares do País houve necessidade de requalificar e ampliar o Lar de Crianças e Jovens (antigo Patronato). Em 30 de novembro desse ano, foi a obra posto a concurso que custou 56.000.000$00 e tiveram comparticipação generosa do Centro Distrital da Segurança Social de Viseu na percentagem de 80% do seu custo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2003 - Em março de 2003, a Mesa Administrativa decidiu proceder também às obras de beneficiação do Jardim Infantil e preparar candidatura ao Fundo Social Europeu (Quadro Comunitário de Apoio), para a construção de uma nova Creche para 45 crianças, com Lavandaria no rés do chão, lugar onde se encontrava a antiga Morgue, Lavandaria e Galinheiros, dado que as instalações anteriores se mostravam manifestamente insuficientes. Os respectivos projetos foram encomendados ao Gabinete Resendense do Engenheiro Luís Sequeira. Nesse mesmo ano, foi feita a climatização do Lar de Idosos, do Hospital e das instalações da Fisioterapia. Em 28 de novembro de 2003, deu-se inicio à concretização de um sonho, com projeto do senhor engenheiro Hélder Pinto, foi adjudicada a 1ª Fase das Residências para Idosos, sem qualquer apoio económico exterior à Misericórdia e também e calcetamento da zona envolvente da Creche, Jardim Infantil e Lar de Infância e Juventude. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2004 - Em 31 de março de 2004, depois de uma longa batalha, a Mesa Administrativa conseguiu instalar no edifício do Hospital todo o equipamento da Imagiologia, dotado de Raio X ósseo e digestivo, Ecocardiografia, Ecografia, Electrocardiograma, num custo de 600.000 euros  comparticipado pelo Fundo Social Europeu através do programa "Saúde XXI) depois de uma candidatura ousada e aventureira já aprovada em dezembro de 2002.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Neste mesmo ano, concluíram-se as obras da Requalificação e ampliação do Lar de Crianças e Jovens, Jardim infantil num custo global 145.000.00 euros, e em abril iniciaram-se as obras de construção da nova Creche para 45 bébés com Lavandaria, no rés do chão. Esta obra foi adjudicada, mediante concurso público a José Fernando Pinto, de Anreade pelo valor de 179.100.42 euros.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2005 - Neste ano abriu-se concurso público para o apetrechamento de equipamento básico e material didático que foi adjudicado à firma Meireles e Meireles de Baião, pelo valor de 44.090.00 euros.

 

Em 31 de março de 2005, a Mesa Administrativa criou uma Empresa de Inserção para a instalação de uma Cafetaria social e uma sala de estar para apoio a utentes do serviço da área da saúde no edifício do Hospital. Elaborado o respetivo projeto, da autoria do senhor engenheiro Hélder Pinto e sua irmã arquitecta que ofereceram o projeto à Santa Casa, sendo o mesmo aprovado em reunião da Câmara Municipal em 23 de maio de 2005, elaborada a candidatura ao Centro de Emprego de Lamego para efeitos de comparticipação da referida empresa, pela Fórum Formação Consultores, a mesma foi aprovada e assim foi construída a Cafetaria Social e a sala de estar em alargamento do edifício do Hospital para o lado Sul. Feito o concurso, foi a obra adjudicada ao sr. empreiteiro José Fernando Pinto de Anreade, pelo valor de 29.652 euros e o seu equipamento à empresa Meireles e Meireles LDA, de Baião pelo valor de 12.829.93 euros, tendo aberto ao público em abril do Ano seguinte. Esta resposta foi e é de grande utilidade interna, sobretudo para os Recursos Humanos e para todos os utentes das diversas valências da área da saúde em funcionamento no rés do chão do edifício do Hospital da Misericórdia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em 28 de maio de 2005, foi criada a Rede de Cuidados Continuados Integrados e foi celebrado um protocolo entre o Ministério da Saúde e a União das Misericórdias Portuguesas . Mediante candidatura, foi a Santa Casa da Misericórdia de Resende incluida na experiência piloto a nível nacional com 14 camas na unidade de internamento de cuidados continuados, no 2º Piso do Hospital, em substituição da Unidade de Apoio Integrado. 

Nesse mesmo ano, foi criado o ATL, para dar continuidadade ao Jardim Infantil, uma resposta social de ocupação de tempos livres com salas de estudo, novas tecnologias, aprendizagem de artes e ofícios para jovens dos seis aos doze anos, acordo que veio a ser celebrado com o Centro Regional de Segurança Social de Viseu em 15 de Fevereiro de 2005. 

 

No dia 16 de julho de 2005, dia grande para a Misericórdia, depois de uns meses de preparação, foi neste dia da memória, o ponto máximo das comemorações das bodas de diamante da fundação da Santa Casa da Misericórdia de Resende, dia da Padroeira, Festa de Nossa Senhora do Carmo. Com todos os edifícios engalanados à cor azul e amarela, a presença das autoridades locais e regionais, o vestir a rigor de todos os trabalhadores, os corpos sociais a estrearem as suas opas, a presença do Bispo da Diocese para em sessão solene e Missa também solenissima, com a banda "A Nova" de S.Cipriano e um almoço aberto à comunidade interna da Santa Casa, se celebrou esta Festividade, tendo sido descerrada uma lápide alusiva ao ato. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2006 - Em setembro de 2006, reapetrechou-se a nova  Lavandaria localizada no rés do chão do edifício da nova creche que iniciou a sua função neste mesmo mês, início do Ano Letivo 2006/2007, com 45 bébés distribuidos por quatro espaços: Berçário, Sala de Iniciação, Sala de Desenvolvimento, e Sala de Preparação para a frequência do Jardim Infantil. Continou-se a aumentar, fruto do desenvolvimento físico institucional os recursos humanos com educadoras, pessoal de apoio aos serviços.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2007 - O Parque automóvel aumentou nos últimos anos com a criação de serviços, daí a exigência da construção de garagens para arrumação dos veiculos. A Mesa Administrativa mandou construir expensas próprias da Misericórdia oito garagens e uma oficina para apoio aos serviços de Manutenção e de Biscates para utentes do Apoio Domiciliário e outros na área da eletricidade, pichelaria, madeiras e construção civil e no rés do chão um grande espaço para armazenamento de equipamentos e uma Adega para recebimento de uvas e tratamento de vinho para consumo interno, obra adjudicada pelo valor de 22.000.00 euros ao empreiteiro José Fernando Pinto, de Anreade. Para o efeito abriu-se um arruamento térreo de acesso a sair a meio do arruamento principal de acesso ao Lar de Idosos pelo lado poente do mesmo edifício, até ao movimento de terras e construção da primeira fase das Residências para Idosos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2008 - Continuação da construção de raíz do edifício das Residências para Idosos. Entretanto, a Mesa Administrativa, fruto do desenvolvimento institucional e motivada do aumento do nº de utentes, nomeadamente, no Lar de Idosos e Apoio Domiciliário, e atenta às carências sociais existentes no concelho deliberou apresentar um projeto de requalificação dos espaços para alargamento e requalificação da cozinha, despensas de secos, congelados, salas de preparação de alimentos (carne e peixe), área de pessoal, com quartos de banho, sala de pessoal e um espaço para banho assistido para utentes do Apoio Domiciliário deliberou mandar elaborar um projeto de remodelação de parte do edifício do Lar de Idosos e apresentar uma candidatura ao Proder. 

 

2009 - Tendo em atenção o consumo de energia elétrica, o aumento de utentes e havendo necessidade de realizar poupanças, deliberou a Mesa Administrativa candidatar-se a uma medida de apoio à adopção de Paineis Solares térmicos pelas IPSS. O Estado comparticipou em 65% e a Misericórdia 35 %, financiado por uma linha de crédito de empréstimo bancário no BPI de Resende.O projeto foi liderado pelo BPI - Resende em conjunto com o ISQ e a Misericórdia candidatou-se a quatro projetos que foram instalados nos edifícios do Hospital, da Creche, nas Residências para Idosos e no Lar de Idosos. Entretanto, foi aberto o concurso público para a construção do Lar Residencial e Fisioterapia, para recuperação e reaproveitamento do edifício do Centro de Saúde, administrado pelo Estado, mas pertença da Santa Casa. O projeto foi elaborado pelo engenheiro Hélder Pinto, de Anreade. A obra foi adjudicada à empresa Jorge da Costa Pereira e Filhos Lda, em 31 de Dezembro de 2009 pelo preço de 368.000.00 euros e assinado o contrato em 09 de Fevereiro de 2010. 

 

2010 - Foi completada  a obra de alargamento da cozinha institucional e afins, após candidatura aprovada pelo Proder num valor elegível de 150.351.62 euros e a instalação dos painéis solares referentes aos quatro projetos aprovados num valor de 132.465.19 euros. Neste mesmo ano, foi lançado o concurso público para a aquisição do equipamento para o Lar Residencial, tendo sido adjudicado à Firma Meireles e Meireles pelo preço de 32.625.75 euros.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2011 - Em Novembro de 2011, foi dada como completa a obra do Lar Residencial, mediante auto de entrega, entretanto completava-se a obra da Fisioterapia no rés do chão do mesmo edifício. A obra da Fisioterapia foi construída pelo empreiteiro José Fernando Pinto de Anreade, por ajuste direto no valor de 63.000.00 euros. Continuou em construção o edifício de raiz das Residencias para Idosos.

 

2012 - No dia 10 de Fevereiro de 2012, deslocou-se a Resende uma comitiva honrosa chefiada pelo sr. Ministro da Segurança e Solidariedade Social Dr. Pedro Mota Soares, responsáveis distritais e responsaveis locais, para inaugurar as instalações do Lar Residencial para ciadadãos portadores de deficiência (18 utentes) e Fisioterapia, esta valência da saúde com uma capacidade técnica e de espaço para atendimento de 250 utentes/dia. Foi um dia memorável para a Instituição da Santa Casa depois de um grande esforço, também financeiro da Instituição e comparticipação do III Quadro Comunitário, através do POPH (Programa Operacional Potencial Humano).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Manuel Rebelo Moniz, Resende a Agradecer

Pe. José Soares da Silva - Grande Benemérito da Misericórdia

Os Irmãos Monteiros - Naturais do lugar de Nogueira, Freguesia de S.Cipriano, Beneméritos da Santa Casa da Esquerda para a Direita: Damião, António e Manuel Lindolfo

Dona Maria Soares da Silva - Fundadora do Patronato e Grande Benemérita da sua sustentação

Dr. Jaime de Magalhães - Médico Otorrinolaringologista no Hospital da Misericórdia

Reunião preparatória na Sta. Casa para acordar as condições com a Mesa Administrativa para a instalação da Comunidade Religiosa das Filhas de Sta. Maria de Leuca

Comunidade de 3 Religiosas, cuja Madre Superior era a irmã Liliana Morongoni, ao centro da foto, cuja nacionalidade era Italiana e as duas restantes Filipinas.

Pe. António Martins Teixeira, Capelão a partir de 1999

Edifício do Lar de Idosos

Placa de Inauguração do Edificio do Lar de Idosos

Da esquerda para a Direita na foto D. António Castro Xavier Monteiro, Bispo da Diocese de Lamego, Dr. Albino Brito de Matos, Provedor, e Prof. Aníbal Cavaco Silva, Primeiro - Ministro e outros

Aspetos Gerais do edifício Acrescentado, Lado Sul e Norte, do Lar de Idosos

Placa afixada no átrio do edifício remodelado do Hospital com a inscrição dos nomes dos corpos sociais e condições/ contrato - programa.

Edifício remodelado do Hospital 

Aspeto Geral da Capela de S. José e do Salão Nobre no edifício acrescentado do Lar de Idosos

Aspeto Geral da Capela de Nossa Senhora do Carmo depois de requalificada

Aspeto Geral do edifício antigo do Lar de Crianças e Jovens 

Aspeto Geral do edifício requalificado do Lar de Infância e Juventude

Aspeto Geral dos edifícios antigos da Morgue e do Galinheiro 

Aspetos Gerais do edifício da nova Creche e zona envolvente, destacando o parque infantil totalmente requalificado

Pe. Adelino Teixeira, Capelão desde 1943 a 1999

Consultório equipado de Oftalmologia

Equipa Técnica e de Apoio do 1º Dia das Cirurgias às Cataratas, na foto da esquerda para a direita: Mafalda Cardoso - Serviço de Apoio, Fernanda Rabaça - Apoio Administrativo, Joaquim Pinto Carneiro - Tesoureiro, Dr. José Dias Gabriel - Provedor; Dr. Manuel de Lemos - Cirurgião Principal; Dr. José Lemos - Cirurgião Ajudante; Dr. Pedro Branca Anestesista; Enfª Ana Júlia - Instrumentista; e Ana Margarida - Serviço de Apoio

Aparelho de Radiologia Convencional: Raio X ósseo e Raio X digestivo

Ecógrafo: Ecografias e Ecocardiografias 

Edifício Remodelado do Lar de Infância e Juventude

Edifício Remodelado do Lar de Infância e Juventude que inclui no 1º Piso o Jardim Infantil 

Vista parcial da Lavandaria 

Edifício das Garagens, no rés do chão armazém e Adega e arrumento térreo 

Inscrição: "Certifica-se que a Santa Casa da Misericórdia de Resende, foi condecorada com a Medalha Municipal de Mérito, Grau Ouro, em reconhecimento da sua contribuição para o engrandecimento e dignificação do Concelho de Resende, de acordo com o Regulamento Municipal de Atribuição de Condecorações, aprovado pela Câmara Municipal, em reunião ordinária de 04 de Abril de 2000 e pela Assembleia Municipal , reunião de 20 de Abril de 2000.

 

Paços do Município, 25 de Abril de 2001 

Vista Geral do espaço Interior da Cafetaria Social

Vista Geral do espaço Interior da Sala de Espera

Receção à Banda de Musica pela Mesa Administrativa

Placa comemorativa dos 75 anos

Celebração dos 75 anos de bem - fazer da Santa Casa da Misericórdia de Resende 

 

- Memória, Reconhecimento, Ação de Graças - 

 

16 de Julho de 2005

 

Dia da Padroeira 

Receção aos Convidados pela Mesa Administrativa para a Sessão e Missa Solene

Aspeto Geral da nova Cozinha Institucional  

Aspeto Geral da instalação de um dos projetos de Painéis Solares

Momento Solene da Inauguração do Edifício 

Pormenor da Entrada Principal da Fisioterapia, rés do chão do edifício do Lar Residencial

Vista geral do Ginásio da Fisioterapia

Da esquerda para a direita: Dr. José Dias Gabriel, Provedor; Dr. Joaquim Seixas, Diretor do CDSS Viseu, Horácio Semblano, Vice - Provedor, José Malheiro, Secretário, Dra Isa Cardoso, Diretora Técnica, Joaquim Carneiro, Tesoureiro; Isidro Pereira, secretário da Mesa da Assembleia Geral  

Este edifício do Lar Residencial e Fisioterapia da Santa Casa da Misericórdia de Resende foi inaugurado, por sua Excelência, o senhor Ministro da Solidariedade e Segurança Social  Dr. Pedro Mota Soares, sendo Provedor Dr. José Dias Gabriel.

 

Resende, 10 de Fevereiro de 2012

Certificado da Qualidade

Depois de uma longa ação de formação contínua para Gestão e Recursos Humanos, foi atribuído o Certificado de qualidade a esta valência em 19/12/2013, ao abrigo do programa EQUASS

Aspeto Parcial da entrada para o edifício requalificado do Lar Residencial

Vista geral das cabines de Tratamento de pacientes

Mesa de Honra da sessão solene da inauguração 

Da esquerda para a direita: Drª Infância, representante da UMP, Dr. Joaquim Duarte, Presidente da Assembleia Geral, Eng. António Borges, Presidente da Câmara de Resende, Dr. Pedro Mota Soares, Ministro, Dr. José Dias Gabriel , Provedor; Dr. Joaquim Seixas , Diretor CDSS Viseu e Pe. António M. Teixeira, Capelão 

Assinatura do Acordo de Cooperação com o CDSS de Viseu para o funcionamento do Lar Residencial em 21/12/2012, no gabinete da Mesa Administrativa situado no mesmo edifício

Em 19 de Maio de 2012, mais uma vez,  se deslocou à Santa Casa da Misericórdia de Resende uma nova comitiva constituída pelo Sr. Secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional, Dr. António Almeida Henriques, autoridades  regionais e locais para proceder à inauguração do Lar Hotel Dr. José Dias Gabriel e homenagear o Provedor.

É de referir que esta obra foi construída a expensas exclusivas da Santa Casa e é uma valência de Excelência. Em reconhecimento, os irmãos da Misericórdia atribuíram a esta obra o nome do Provedor e neste dia quiseram prestar-lhe homenagem decerrando um Busto em sua honra, implantado no jardim do lado nascente do edifício como reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo Provedor nos sete mandatos  seguidos para a missão que foi eleito. É de salientar que estes 21 anos de Provedoria foram anos de ouro para o desenvolvimento da Santa Casa da Misericórdia de Resende, sendo a mesma uma referência local, regional e nacional, criando-se cerca de 150 postos de trabalho. A homenagem foi organizada pela Assembleia Geral sob a orientação do Rev. Padre Dr. Joaquim Correia Duarte e pela Mesa Administrativa sob a orientação do senhor vice-provedor Horácio Semblano. Esta obra teve um custo aproximado de 1.500.000.00 euros e é uma resposta de excelência de âmbito nacional e servirá para que os seus resultados positivos sejam aplicados para utentes mais pobres.

Ao Provedor Dr. José Dias Gabriel, os irmãos da Santa Casa e o concelho de Resende agradecidos

 

19/05/2012

Momento Solene da Inauguração do Edifício 

Momento Solene da Inauguração do Edifício 

Constituição da Mesa de Honra, da esquerda para a direita: Rev. Pe. António M. Teixeira, Capelão, Drª Infância, representante da UMP; Dr. Joaquim Seixas, Diretor do CDSS Viseu, Engenheiro António Borges, Presidente da CMR; Dr. José Dias Gabriel, Provedor e Rev. Padre Joaquim Correia Duarte 

Vistas parciais do exterior e interior do edifício do Lar Hotel Dr. José Dias Gabriel

Vistas parciais do Restaurante, do quarto, da sala de estar e sala de convívio 

No rés do chão do edifício: Serviços Administrativos Centrais

2014 - A Mesa Administrativa reconheceu que a Estrutura Residencial para Idosos (ERPI) - Lar de Idosos, dado ser um edifício com mais de vinte e cinco anos de uso e dado o seu estado de uso um pouco degradado, meteu ombros à sua requalificação interior, substituido as caixilharias dos lados sul e poente, quartos de banho dos quartos de dormir, corredores, quartos de banho comuns, espaços de enfermagem e proceder a um acrescento do lado nascente do edifício para no rés do chão localizar gabinetes do economato, qualidade e infraestruturas e quartos de banho comuns aos utentes, com alargamento de refeitório e sala de visitas,  tudo feito por administração direta por uma equipa de manutenção em funcionamento na Instituição, num custo aproximado de 80.000.00 euros.

Aspeto Exterior da requalificação e alargamento da ERPI, corredores, sala de visitas e alargamento do refeitório 

Durante os sete mandatos (21 anos) da Provedoria do Dr. José Dias Gabriel, sendo Vice - Provedor Horácio da Silva Amaral Semblano e Presidente da Mesa da Assembleia Geral o Pe. Dr. Joaquim Correia Duarte, reconstruiram-se e requalificaram-se e construíram-se de raíz edifícios, fez-se ligação subterranea entre edifícios por cabo óptico (acesso à internet)  e ligação elétrica do Posto de Transformação e Grupo de Emergência com potência de 400 Kva, e ligação de gás doméstico industrial, mas também arruamentos e jardins e delimitou-se toda a área do complexo urbano construído na quinta do Hospital com três portões de acesso ao interior do complexo urbano.  

Posto de Transformação, Grupo de Emergência e Reservatório de Gás

No rés do chão do edifício do Lar Hotel: Posto de transformação de energia elétrica

Grupo de Emergência no edifício do Hospital

No rés do chão do edifício do Lar Hotel: Quadro eletrico geral da Instituição

Reservatório do Gás no pinhal 

JARDINS

Pormenores do jardim em frente, lado norte, ao edifício do Hospital

Zona envolvente dos edifícios, creche, jardim infantil, lar de infância e juventude

Zona envolvente do edifício do Lar de Idosos (ERPI)

Zona envolvente dos edifícios do Lar Residencial e Lar Hotel

Espaços de acesso aos edifícios 

Zona Envolvente da Lavandaria, e acesso ao Lar Hotel 

Largo do Jardim Infantil/Creche/Lar de Infância e Juventude

Acesso ao Lar Hotel

Portões de acesso ao Complexo Urbano da Santa Casa

Portão de acesso aos SAD Centrais, Fisioterapia e Lar Hotel

Portão de acesso ao Hospital, Lar Residencial e Lar Hotel

Portão de acesso ao Lar de Idosos, Lar de Infância e Juventude, Creche e Jardim Infantil

Referências Bibliográficas:

 

  • "Homenagem a sua Excelência Dr. Rebelo Moniz" - 16 de Julho de 1939 

  • Moniz, Manuel Rebelo - Relatório e Contas apresentado pelo Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Resende no ato de inauguração do seu Hospital Regional, em 16 de Julho de 1939

  • Livros das Atas das reuniões da Mesa Administrativa e da Assembleia Geral até 2014, arquivadas no Serviços Administrativos Centrais 

  • Documentos diversos em arquivo nos Serviços Administrativos Centrais 

  • Duarte, Joaquim Correia -  " A Misericordia de Resende, Uma História de Amor com 75 Anos de bem-fazer, edição da Santa Casa da Misericórdia de Resende, 16 de Julho 2005"

  • Duarte, Joaquim Correia - Resende e a sua História, 2 vols . - Resende, 1994 e 1996. 

 

Pesquisa, Redação e Grafismo:

 

Dr. José Dias Gabriel e Dr. Rui Daniel Pereira Assembleia

 

2015 - Assumiu a Provedoria da Santa Casa, Horácio da Silva Amaral Semblano, sendo Vice - Provedor Dr. Jaime Bernardino Alves, continuando como Presidente da Assembleia Geral o Rev. Padre Dr. Joaquim Correia Duarte e Presidente do Conselho Fiscal Dr. José Dias Gabriel até 21/08/2015.

 

2015 - Assumiu a Provedoria da Santa Casa, o Dr. Jaime António Bernardino Alves em 22/08/2015, sendo Vice - Provedor o Prof. António Alberto Pereira, continuando como Presidente da Assembleia Geral o Rev. Padre Dr. Joaquim Correia Duarte e Presidente do Conselho Fiscal Dr. José Dias Gabriel.

 

2016 - Encontrando-se demissionária a mesa administrativa, realizaram-se eleições intercalares para os órgãos Sociais da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Resende no dia 20 de fevereiro de 2016, para completar o mandato social até 31 de dezembro de 2018. Apresentaram - se a sufrágio duas listas, num ato eleitoral bastante participado. A Lista vencedora tomou posse no dia 27 de fevereiro em ato público e solene.  Reassumiu a Provedoria da Santa Casa, o Dr. Jaime António Bernardino Alves, continuando como Vice - Provedor o Prof. António Alberto Pereira, sendo agora o Presidente da Assembleia Geral o Padre Abel Rodrigues da Costa e Presidente do Conselho Fiscal Sr. Horácio da Silva Amaral Semblano.